Cerâmicas de óxido de estanho sulfatado preparadas pelo processo sol-gel

Referencia Apresentador Autores
(Instituição)
Resumo
02-055
Marinalva Aparecida Alves-Rosa Alves-Rosa, M.A.(Instituto de Química/UNESP - Araraquara); Santilli, C.V.(Instituto de Química/UNESP - Araraquara); Pulcinelli, S.H.(Instituto de Química/UNESP - Araraquara); Cerâmicas de óxidos metálicos sólidos com características ácidas na superfície são muito exploradas em sistemas catalíticos visando substituir os catalisadores homogêneos convencionais (líquidos fortemente ácidos) para evitar problemas de corrosão e danos ambientais, e devido à fácil separação de reagentes e produtos da reação. A natureza ácida do SnO2 sulfatado permite sua aplicação em diversas reações de interesse industrial, como as desidratações e transesterificações. O foco principal deste trabalho foi desenvolver uma nova rota de sulfatação do óxido, já que a maioria emprega o processo de impregnação úmida. A preparação consiste em incorporar o sulfato durante a síntese das nanopartículas de óxido de estanho pelo processo sol-gel. Tetracloreto de estanho pentahidratado (SnCl4.5H2O) foi dissolvido em etanol (0,2 mol/L) e as reações de hidrólise e condensação foram conduzidas sob agitação magnética pela adição de água à solução precursora na proporção molar H2O:Sn4+ de 105:1, seguida de aquecimento até 70°C e mantida por 60 min sob agitação magnética. A sulfatação do óxido de estanho foi promovida pela adição de ácido sulfúrico à suspensão resultante que estava a 80°C. Foram avaliadas as proporções Sn4+:SO42- de 1:1, 5:1, 10:1 e 15:1. Os resultados de espectroscopia vibracional na região do infravermelho mostraram o desdobramento dos modos de vibração em três bandas entre 960 e 1140 cm-1, que correspondem a presença de sulfatos uni e bidentados ligados ao metal, comprovando a sulfatação do óxido de estanho. Estes grupos sulfato quando ligados na estrutura atraem elétrons e formam sítios ácidos de Lewis no metal. As análises por difração de raios X dos pós das cerâmicas secas a 100°C apontam picos de difração característicos do óxido de estanho. Desta maneira, o procedimento proposto de sulfatação direta das cerâmicas de óxido de estanho foi bem sucedido e com a geração de poros no material, este deverá apresentar potencial para emprego em catálise heterogênea.
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