Vitrificação de resíduos industriais contendo metais tóxicos: Análise da corrosão superficial após 10 anos de exposição à umidade do ar

Referencia Apresentador Autores
(Instituição)
Resumo
13-097
Antonio Carlos Silva Silva, A.C.(IPEN); Restivo, T.A.(Uniso); Mello-Castanho, S.R.(Ipen); A vitrificação de resíduos industriais contendo metais de transição tem sido estudado amplamente como meio de mitigação de emissões danosas ao ambiente. A inércia química destes materiais é o fator chave para a sua segurança ambiental. O ensaio de resistência química meio hidrolítico, ácido e alcalino destes materiais tem sido utilizados para a simulação deste comportamento ao longo do tempo. Contudo, existe a carência de estudos que demonstrem o desempenho real de tais materiais. Vidros contendo entre 10 e 50% em massa de metais tóxicos (Cr, Ni, Cu, Zn) foram preparadas pelo método de substituição dos cátions modificadores pelos metais, tendo sua resistência química avaliada e caracterizados por diversas técnicas, comprovando o desempenho superior quando comparados às amostras contendo entre 30 e 40% em massa de óxidos metais de transição, sendo o mesmo similar ao desempenho de vidros soda-cal comerciais. Após as caracterizações iniciais, amostras destes vidros foram expostas ao ar atmosférico a salvo de intempéries durante períodos não menores que 10 anos e temperatura ambiente na sombra na região de São Paulo. No presente estudo estas amostras foram novamente ensaiadas por MEV, DRX e FT-IR. Observou-se a formação de produto de corrosão nas amostras com 10, 20 e 50% em massa de óxido de metal contido. A comparação dos resultados iniciais com as caracterizações atuais (10 anos após) demonstram comportamento coerente com a previsão de comportamento anteriormente obtida pelos ensaios de resistência química obtidos quando das amostras recém preparadas com o previsto, ou seja, as amostras contendo entre 30 e 40% em massa de metais tóxicos mantiveram a estabilidade planejada.
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