Avaliação da deposição de diferentes fases de apatita na superfície de nanocompósitos de Al2O3/ZrO2 em função do tempo

Referencia Apresentador Autores
(Instituição)
Resumo
12-050
Julieta Adriana Ferreira Santos, K.H.(Faculdade de Zootecnia e Engenharia de Alimentos - FZEA); Ferreira, J.A.(Faculdade de Zootecnia e Engenharia de Alimentos); Osiro, D.(Faculdade de Zootecnia e Engenharia de Alimentos-FZEA); Nascimento, L.I.(Faculdade de Zootecnia e Engenharia de Alimentos-FZEA); Pallone, E.M.(Faculdade de Zootecnia e Engenharia de Alimentos - FZEA); Bernardes Filho, R.(Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária); Dentre as técnicas capazes de promover a formação de diferentes fases de apatita de interesse biológico sobre diversos materiais, destaca-se o recobrimento biomimético. Esta técnica consiste na imersão do substrato em fluído com concentrações de íons iguais ao plasma sanguíneo, possibilitando o desenvolvimento de uma superfície bioativa sobre materiais bioinertes. Nesse sentido, a obtenção de uma superfície bioativa depende da compreensão do processo de formação das diferentes fases da apatita durante o recobrimento. Assim, o objetivo do presente trabalho foi entender o processo de formação das diferentes fases da apatita formada sobre a superfície do nanocompósito Al2O3/ZrO2 (5% em vol.) durante o recobrimento biomimético. Para isso, Al2O3/ZrO2 foi conformado na forma de pastilhas usando prensagem uniaxial, calcinado, sinterizado (1500oC/2h), tratado quimicamente (H3PO4 5M) e recoberto biomimeticamente nos tempos de 14 e 21 dias. Utilizou-se difratômetria de raios-X (DRX) e espectroscopia de infravermelho (FTIR) para caracterização superficial dos nanocompósitos recobertos. Os difratogramas e espectros foram tratados matematicamente: linhas de base corrigidas e segundas derivadas calculadas. A função Gaussiana foi usada nos ajustes das curvas deconvoluídas. Importantes fases de apatita de interesse biológico foram determinadas e quantificadas nos diferentes tempos de incubação, possibilitando compreender o desenvolvimento da superfície bioativa sobre o nanocompósito. Os grupos funcionais observados por FTIR foram ortofosfatos, hidroxilas e hidrogenofosfatos, característicos das apatitas. Os resultados de DRX identificaram fases de apatita formadas sobre a superfície dos nanocompósitos ao longo do recobrimento biomimético. Aos 14 dias, além da hidroxiapatita (HA) (79,8%), observou-se seus precursores fosfato tricálcico (TCP) (20,2%). Após 21 dias, verificou-se diminuição de TCP (11,8%), aumento da HA (82,5%) e presença do fosfato tetracálcico (5,7%).
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