Desempenho térmico de compostos cimentícios confeccionados com micropartículas de resíduo de vidro

Referencia Apresentador Autores
(Instituição)
Resumo
13-039
Maria Teresa Paulino Aguilar Maximo, O.H.(Universidade Federal de Minas Gerais); Aguilar, M.P.(Universidade Federal de Minas Gerais); Sales, R.B.(Universidade do Estado de Minas Gerais); Silva, B.A.(Universidade Federal de Minas Gerais); Melo, L.S.(Universidade Federal de Minas Gerais); No Brasil, são gerados 82,8 milhões de toneladas de lixo por ano sendo que os resíduos de vidro correspondem a 2,4% desse total. Partes desses resíduos são recicláveis e utilizados como matéria prima para produção de novos vidros. No entanto, os resíduos de vidros na forma de pós que são gerados na lapidação e furação do vidro, são lançados em aterros. Trabalhos da literatura mostram que esses resíduos de granulométria abaixo de 60µ apresentam atividade pozolânica, inibem a reação ácali-agregado, e podem ser utilizados como material cimentício suplementar. O objetivo deste trabalho é avaliar o desempenho térmico de argamassas com adição de 20% micropartículas de resíduo de vidro em substituição ao cimento Portland, utilizando termografia infravermelha. Os resíduos utilizados são provenientes da indústria vidreira e de vidros incolor e de cor âmbar produzidos em laboratório. No estudo, a difusividade térmica de amostras confeccionadas com e sem resíduos de vidro é avaliada em função da variação de temperatura na superfície da amostra com o tempo de exposição ao calor, considerando-se o modelo de condução de calor em regime transiente do sólido semi-infinito. Os resultados indicam que o resíduos da indústria, com diâmetro da ordem de nanometros, e os de vidro âmbar produzidos em laboratório apresentam um melhor desempenho térmico pois eles retardam a transferência de variações de temperatura.
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