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Possui graduação em Engenharia de Materiais, mestrado e doutorado em Tecnologia Nuclear pela Universidade de São Paulo. Realizou Pós Doutorado em Biomateriais na Universidade de Erlangen-Nurnberg, Alemanha e no Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares, ambos na área de biomateriais. Desde 2009 é professora e pesquisadora da Universidade Federal do ABC, na área de Biomateriais, vinculada a graduação e ao Programa de Pós Graduação em Nanociência e Materiais Avançados. Atua no desenvolvimento de biomateriais para reparo tecidual, principalmente ósseo e cartilaginoso.

Vidros biocompatíveis: da regeneração óssea ao tratamento de câncer

Juliana Marchi

Universidade Federal do ABC 

Resumo
Biovidros são vidros biocompatíveis desenvolvidos originalmente para aplicações em regeneração óssea e que apresentam o fenômeno de bioatividade quando em contato com um tecido biológico. O conceito de bioatividade surgiu como uma necessidade para explicar o mecanismo de interação de biovidros com o tecido ósseo, evidenciado pela osteointegração, sendo possível vislumbrar o desenvolvimento destes materiais biocompatíveis para as mais diversas aplicações na medicina contemporânea. Neste contexto, os biovidros têm um papel de destaque no desenvolvimento de materiais para duas aplicações distintas: regeneração óssea e tratamento de câncer. O desenvolvimento de biovidros para regeneração óssea baseia-se no sistema SiO2-Na2O-CaO-P2O5. Porem, é possível desenvolver vidros biocompatíveis em outros sistemas através da inserão, remoção ou troca de íons alcalinos e/ou sistemas com a adição de outros íons terapêuticos. A versatilidade destas incorporações de diferentes íons ao sistema dos biovidros está associada ao fato de que quase todos os elementos da tabela periódica podem ser incorporados na estrutura vítrea, sendo possível obter vidros com as mais variadas propriedades físicas, químicas e biológicas. A inserção de íons ferromagnéticos, por exemplo, confere aos vidros propriedades ferromagnéticas que os tornam promissores para aplicações em tratamento de câncer por hipertermia, enquanto que a inserção de íons com potencial radioativo confere aos vidros propriedades radioativas adequadas para braquiterapia. Desta forma é possível aliar as propriedades biocompatíveis dos biovidros com propriedades específicas exigidas por determinadas terapias, desenvolvendo materiais com menores taxas de toxicidade em relação aos materiais já existentes para tratamento de câncer, e que apresentem uma efetividade nestes tipos de tratamento.



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