Será que o aquecimento por microondas pode contribuir na nanotecnologia?

Ruth H. G. A. Kiminami

Universidade Federal de São Carlos

Resumo
Muitas aplicações na nanotecnologia requerem nanoestruturas de alta qualidade, com grãos pequenos e de distribuição estreita. Manter a nanoestrutura após a queima do material cerâmico atualmente é um grande desafio. A sinterização não convencional por micro-ondas é uma técnica que oferece enorme potencial para a obtenção de nanoestruturas cerâmicas com propriedades diferenciadas. Esse potencial está atribuído aos rápidos processos cinéticos difusionais de densificação diferenciado pelo aquecimento por micro-ondas. O principal benefício da exploração do uso da energia de micro-ondas em processos ativados termicamente vem da possibilidade da absorção dessa energia e do aquecimento ser volumétrico nos materiais, em contraste com os métodos convencionais de aquecimento comumente utilizados. Essa energia eletromagnética transforma-se em calor in situ no material, o que resulta em regra geral, em significante economia de custo e redução do tempo de queima, o que vem demonstrando ser o fator decisivo na aceitação do uso da energia de micro-ondas em muitas aplicações na nanotecnologia. Resultados obtidos pelo grupo do Laboratório de Desenvolvimento e Processamento de Materiais por Micro-ondas (LaDProMM), tanto na obtenção de nanopartículas assistidas por micro-ondas, como na sinterização de materiais cerâmicos nanoestruturados serão apresentados, e em ambos os casos será demonstrado que o tempo de aquecimento necessário foi sempre reduzido em até 90%.

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