ADIÇÃO DE PÓ DE CERÂMICA VERMELHA EM MISTURAS DE SOLO-CIMENTO–RESÍDUO DE CONSTRUÇÃO E DEMOLIÇÃO

Referencia Apresentador Autores
(Instituição)
Resumo
03-003
José Mario Doleys Soares Soares, J.D.(Universidade Federal de Santa Maria); O trabalho objetiva avaliar a utilização e destinação correta de resíduos de construção e demolição e resíduos de cerâmica vermelha através da análise do comportamento quanto à resistência à compressão de solo-cimento, com adição de resíduo moído de cerâmica vermelha em substituição parcial do cimento. Foram utilizados nesta pesquisa materiais coletados na cidade de Santa Maria – RS: um resíduo de construção e demolição, originado de alvenaria (material passante na peneira n° 4 – 4,76 mm), denominado de RCD, um resíduo de cerâmica vermelha moído (passante na peneira n° 325 -0,045mm), cimento portland CP IV 32 e um solo argiloso (50% argila, 20% silte e 30% de areia). A avaliação do comportamento quanto à resistência à compressão simples foi feita através da moldagem de séries de corpos de prova de 5 cm de diâmetro e 10 cm de altura, sendo 3 corpos de prova para a idade de 7 dias e 3 para a idade de 28 dias. O traço utilizado no estudo foi 1: 8 (cimento: materiais inertes), com substituições do cimento por cerâmica moída nas taxas de 0% (referência), 20%, 30%, 40% e 50%. A composição dos materiais inertes foi de 70% de RCD e 30% de solo. Fica evidenciado o aumento de resistência mecânica na mistura para adições de 20 e 30% de resíduo moído de cerâmica vermelha. Esse aumento na resistência à compressão simples (idade de 7 dias) foi de ordem de 20% e 16,2% para as substituições de 20% e 30%, respectivamente. Considerando que o cimento é o material de custo mais alto, na mistura, essa substituição apresenta tripla vantagem: redução de custos da mistura, redução do impacto ambiental pelo menor consumo de cimento (grande produção de compostos poluentes na sua produção) e destino correto de resíduos.
<< Voltar