Adição do pó de vidro em argamassa para aumento da resistência mecânica após exposição a altas temperaturas.

Referencia Apresentador Autores
(Instituição)
Resumo
06-014
Nivaldo José Moser Moser, N.J.(Instituto Federal do Rio Grande do Sul); Zimmer, A.(Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul); Bragança, S.R.(Universidade Federal do Rio Grande do Sul); As paredes de alvenaria em edificações são principalmente constituídas de blocos cerâmicos ligados por uma argamassa. Estas apresentam boas propriedades em temperatura ambiente. Porém, ao serem expostas a altas temperaturas, como as de um incêndio, podem sofrer colapso. A argamassa, em altas temperaturas, se decompõe, perdendo a sua função ligante. Para contornar a perda das propriedades da argamassa, investiga-se aqui a atuação do pó de vidro, incorporado à argamassa como um aditivo inorgânico de baixo custo, para conferir resistência mecânica à argamassa após exposição em temperaturas elevadas, de forma a minimizar os efeitos da degradação sofrida. Uma argamassa laboratorial, produzida nas proporções 1:1:6 (cimento, cal e areia) foi utilizada como referência. Formulações, partindo desta relação, foram feitas substituindo-se a areia por pó de vidro em dosagens com as seguintes relações de areia/pó de vidro: 75/25, 50/50 e 0/100. Os corpos de prova foram adensados em mesa vibratória. Após 14 dias de cura, um lote dos corpos de prova foi submetido a altas temperaturas (800, 900 e 1.000°C), em forno mufla. Finalizado cada ciclo de tratamento térmico, os corpos de prova foram caracterizados quanto às suas propriedades de resistência mecânica à flexão e à compressão, com e sem tratamento térmico. Os resultados mostraram que sem o pó de vidro, a argamassa referência perde totalmente as suas propriedades mecânicas em altas temperaturas. O aumento do teor de pó de vidro na argamassa conferiu maior resistência mecânica aos corpos de prova após os ciclos térmicos investigados. O uso desse aditivo não prejudicou as propriedades mecânicas das argamassas que não foram submetidas a tratamento térmico. O pó de vidro demonstrou ter potencial para ser utilizado no desenvolvimento de argamassa resistente a incêndios.
<< Voltar