Caracterização mecânica do gesso reforçado com fibra de sisal

Referencia Apresentador Autores
(Instituição)
Resumo
06-045
Alan Christie Da Silva Dantas Oliveira, F.R.(Universidade Federal do Vale do São Francisco); da Silva, A.P.(Universidade Federal do vale do Sao Francisco); Dantas, A.C.(Universidade Federal do Vale do São Francisco); Olivier, N.C.(Universidade Federal do Vale do São Francisco); Gomes, L.V.(Universidade Federal do Vale do São Francisco); A cidade de Petrolina encontra-se próxima ao polo gesseiro do Araripe, local onde é extraído o gesso de melhor qualidade no mundo, nessa região também é possível encontrar diferentes fibras naturais, como o sisal, caroá, bananeira e coco, em abundância. O presente trabalho teve como objetivo realizar o reforço da matriz de gesso com a adição de fibra de sisal, criando um compósito que tivesse suas propriedades físicas de resistência à compressão e à flexão melhoradas. Além disso, buscou-se uma correlação entre a porosidade do compósito após a adição das fibras e suas propriedades físicas, citadas anteriormente. Na execução do trabalho foram utilizados o gesso puro e fibras naturais de sisal. Uma relação de massa de água e gesso de 0,6 foi utilizada, pois esta apresentou melhor trabalhabilidade na elaboração dos corpos de prova. Os comprimentos das fibras de sisal para os corpos de prova foram de 5, 10 e 20 mm. As concentrações de massa de fibra de sisal por amostra foram de 1, 2 e 3 % do valor total de massa de gesso. Os ensaios de compressão foram realizados em corpos de prova cilíndricos, confeccionados em PVC com 16,5 mm de diâmetro e aproximadamente 32 mm de comprimento. Os corpos de prova para o ensaio de flexão de três pontos foram confeccionados em moldes de MDF revestidos com dimensões de 10 x 10 x 100 mm. A mistura fibra, água e gesso foi homogeneizado com auxilio de um misturador. Os ensaios foram realizados utilizando Máquina Universal de Ensaios EMIC DL1000 com velocidade no ensaio de compressão de 5mm/min e 1mm/min para o ensaio de flexão. Como resultado observou-se que a adição da fibra em qualquer concentração levou a uma redução da porosidade. A resistência à flexão teve aumento para todas as concentrações, quando comparado com os ensaios com gesso puro, sendo que para a concentração de 1 % de fibra ocorreu um aumento mais significativo. Os ensaios de compressão demonstraram que para a maioria das concentrações ocorreu uma piora na resistência a compressão, se comparado com a resistência do gesso puro, sendo que a concentração de 1 % obteve os melhores resultados dentre os ensaios com a mistura gesso e fibra. Devido à fibra de sisal ter uma menor densidade que o gesso puro, a porcentagem de fibra adicionada fez com que ocorresse uma diminuição na porosidade do compósito. Os ensaios de compressão, em modo geral, demonstraram uma diminuição da resistência devido à adição de fibras. Pois, por serem flexíveis, elas facilitavam a compressão. Nos ensaios de flexão, as fibras se comportaram como um reforço, dando sustentação e aumentando a resistência a flexão. Nos dois ensaios os corpos de prova com a mistura gesso e fibra demostraram um aumento da tenacidade, diminuindo a tendência de uma fratura brusca. Esta qualidade foi adquirida devido à adição das fibras, pois a matriz apresentava característica contrária, com rápido aparecimento de uma fratura brusca.
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