Produção de pigmentos a partir de pó de aciaria elétrica (PAE) para aplicação em revestimentos cerâmicos.

Referencia Apresentador Autores
(Instituição)
Resumo
05-045
Vanessa Santana Silva Silva, V.S.(Universidade Federal de Sergipe); Labes, C.(Siderúrgica Norte Brasil); Oliveira, R.M.(Universidade Federal de Sergipe); De Oliveira, A.C.(Universidade Federal de Sergipe); Diante da grande produção industrial para atender as necessidades de consumo da população, várias toneladas de resíduos vêm sendo descartados no meio ambiente, e consequentemente, gerando danos à natureza e a população. Por isso, muitas pesquisas têm voltado sua atenção para reaproveitamento desses resíduos industriais, a fim de diminuir os danos causados ao meio ambiente, assim como reduzir os custos dessas indústrias com o descarte adequado dos resíduos. Uma das alternativas encontrada para o reaproveitamento desses resíduos é utilizá-los como carga em materiais poliméricos. Entretanto, esses produtos são de baixo valor agregado, de forma que não se aproveita totalmente o potencial desses resíduos. No setor de revestimento cerâmico, uma das soluções encontradas foi utilizar esses resíduos industriais para a produção de pigmentos, haja vista que estes são ricos em elementos metálicos que podem trazer diversas cores para as tintas destinadas a decoração do revestimento. O pó de aciaria elétrica (PAE) é um resíduo gerado da fabricação do aço em forno a arco elétrico através da volatilização dos metais oriundos da sucata. Ele contém teores significativos de zinco, chumbo, cádmio, cromo, ferro e níquel, e possui grande potencial para ser reutilizado como matéria-prima na produção de pigmentos para indústria de revestimento. Logo, o objetivo deste trabalho é a produção de pigmentos a partir do PAE para aplicação em revestimentos cerâmicos, a fim de reduzir custos e minimizar os efeitos nocivos do descarte desse sólido no meio ambiente. Neste trabalho, o PAE foi caracterizado por Difração de raios X (DRX), Espectroscopia de fluorescência de raios X (FRX), Difração a laser e Análise térmica (TG-DTA). Os esmaltes produzidos a partir do PAE foram aplicados nos suportes cerâmicos, segundo rota estabelecida em uma indústria de revestimento cerâmico, utilizando engobe refratário e esmalte de base micronizada nas proporções de 2 e 4% de PAE. Posteriormente, as amostras foram submetidas as condições de queima rápida, na temperatura de 1130°C e ciclo de queima total de 23 minutos utilizando forno industrial. Os resultados da análise estrutural mostraram que as principais fases cristalinas encontradas no PAE foram a franklinita, a zincita e a silvita. A análise química revelou que o PAE corresponde ao óxido de ferro, 47,23%, e óxido de zinco, 25,61%. Através da análise de distribuição granulométrica, pode-se observar que o tamanho médio de partículas (d0,5) apresentaram um diâmetro de 6,682 ?m e a área superficial específica dessas partículas foram de aproximadamente 3,32 m2/g. Os corpos de prova em que foram aplicados a tinta serigráfica com o PAE apresentaram uma ótima estabilidade térmica durante processo de queima, e como resultado obteve-se peças com uma excelente qualidade da cor.
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