CARACTERIZAÇÃO DE REVESTIMENTO NANOESTRUTURADO DE ZrO2 EM LIGA ALLOY 250

Referencia Apresentador Autores
(Instituição)
Resumo
09-017
Loudiana Mosqueira Antônio Antônio, L.M.(Centro Federal de Educação Tecnilógica de Minas Gerais); Lima, M.M.(Vallourec); Godoy, G.C.(Universidade Federal de Minas Gerais); Pinheiro, I.P.(Centro Federal de Educação Tecnilógica de); O processo de laminação contínua é utilizado na fabricação de tubos de aço sem costura que são utilizados pela indústria petrolífera. As guias de laminação, que possuem a função de direcionar o tarugo quando o mesmo é empurrado contra a ponta (responsável pela perfuração), apresentam uma grande taxa de desgaste. Isso acontece, principalmente, devido aos grandes esforços de compressão na guia e àa grande resistência mecânica e afinidade química do aço inoxidável supermartensítico (um dos principais aços utilizados em tubos petrolíferos e que possui alta resistência mecânica e a corrosão) com o material da guia (Alloy 250). Diante disso e do crescimento de pesquisas ligadas a revestimentos cerâmicos nanoestruturados resistentes ao desgaste, houve o interesse por revestimentos que melhorassem a resistência ao desgaste de modo a diminuir o custo com a substituição frequente das guias de laminação. A Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) desenvolveu um recobrimento nanoestruturado de zircônia (ZrO2) que possui dentre as suas características, a boa resistência ao desgaste. O processo utilizado para realizar a deposição do revestimento foi o Deep Coating que consiste em submergir o substrato em um líquido, que nesse caso, contém as nanopartículas de zircônia. Após a deposição, as amostras foram tratadas a 500°C. Foram feitos revestimentos com uma e duas camadas. Para avaliar esse revestimento foram realizados alguns ensaios de caracterização que consistem em: difração de raios x (DRX) para verificar a estrutura cristalina do revestimento, ultramicrodureza para verificar o perfil de dureza a partir do revestimento até o substrato e ensaio de adesão Rockwell C para analisar a adesão do revestimento ao substrato. Os resultados do DRX mostraram que a fase cristalina tetragonal da zircônia é a predominante no revestimento. Os ensaios de ultramicrodureza mostraram que a presença dos revestimentos (uma e duas camadas) acarretou em um aumento significante na dureza em relação ao substrato. A adesão dos revestimentos ao substrato se mostrou satisfatória, não havendo muita diferença entre o revestimento de uma e duas camadas. A caracterização dos revestimentos nanoestruturados de zircônia culminaram em resultados satisfatórios que permitem concluir que a nanotecnologia é um campo promissor e que merece ser cada vez mais estudada e explorada a fim de se obter soluções para algumas adversidades encontradas nas diversas áreas do conhecimento.
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