Incorporação de resíduo de celulose em argila de queima vermelha

Referencia Apresentador Autores
(Instituição)
Resumo
03-101
Edmilson Pedreira Reis Reis, E.P.(INSTITUTO FEDERAL DA BAHIA); Gomes, U.U.(Universidade Federal do Rio Grande do Norte); A fabricação de celulose e papel gera como resíduo indesejado o chamado dregs. São gerados cerca de 6% do total produzido pela indústria e uma das possibilidades de utilização do dregs, seria a sua adição na cerâmica vermelha. Este estudo tem como objetivo verificar a viabilidade da incorporação do resíduo de celulose nas argilas de queima vermelha, que são utilizadas principalmente na fabricação de blocos, tijolos e telhas cerâmicas para a construção civil. Tanto as argilas quanto o resíduo são da cidade de Eunápolis da região Sul da Bahia. Para isso, serão formuladas massas com porcentagem de resíduo em 0, 5, 10 e 15% em massa. Para cada formulação serão conformados 5 corpos de prova por prensagem uniaxial em matriz metálica à uma pressão que apresente sua maior compacidade. Os corpos de prova terão dimensões de 6x2x0,5 cm3 e serão sinterizados nas temperaturas de 950 e taxa de aquecimento de 10ºC em forno de laboratório. As propriedades físicas e mecânicas determinadas serão: massa específica aparente, retração linear de queima, absorção de água, porosidade e tensão de ruptura à flexão em três pontos. Serão feitas análises das superfícies de fratura através da micrografia eletrônica de varredura (MEV) e determinadas às composições químicas e mineralógicas das argilas e resíduo através de FRX e DRX, respectivamente. Espera-se caracterizar as matérias-primas, determinar para qual porcentagem de resíduo serão obtidos os melhores resultados para as propriedades tecnológicas estudadas e verificar a viabilidade da incorporação deste tipo de resíduo na cerâmica de queima vermelha.
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