Caroline Moraes da Cruz, é mestranda em Ciência e Engenharia de Materiais e Engenheira Química pela Universidade Federal de Alfenas. Atualmente é Pesquisadora na Togni S/A Materiais Refratários, tendo atuado no desenvolvimento de matérias primas e produtos refratários

 

Resistência à Corrosão de Materiais Não Formados Destinados aos Revestimentos dos Fornos de Fusão e Espera de Alumínio

Caroline Moraes da Cruz

Togni S/A Materiais Refratários / Escola de Engenharia de Lorena - USP

Resumo
O desgaste de revestimentos refratários é inerente aos processos industriais aos quais estes materiais estão submetidos. Consequentemente, visando à maximização de campanha e minimização da manutenção de fornos, novas tecnologias e diversos produtos foram desenvolvidos ao longo das últimas décadas. Neste contexto, os materiais refratários, destinados a fornos de fusão e espera do alumínio, estão frequentemente expostos a altas temperaturas e variações, interações químicas e interações físicas com o ambiente (metal líquido e escória). O ciclo térmico é capaz de expor o revestimento à situação de corrosão sob tensão, induzindo à nucleação e/ou propagação de trincas que facilitam a infiltração e consequente maior interação com o revestimento. A corrosão é uma interação química que consiste, principalmente, na redução de óxidos do refratário para metais elementares que formam impurezas no banho de alumínio e formação de coríndon. A formação de coríndon pode acarretar a perda da eficiência térmica do forno, capacidade de produção, deformação da carcaça e até o colapso do revestimento. A corrosão pode ser influenciada, também, pela interface entre o líquido e o refratário. Este trabalho discute os fatores preponderantes da reação do alumínio líquido com novos materiais refratários concebidos e, para melhor elucidar, um novo ensaio e metodologia foram desenvolvidos.


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