Professora Dra. Neusa Alonso-Falleiros
A resistência à corrosão por pite de aços inoxidáveis é normalmente associada, primeiramente, à sua composição química e em segundo lugar ao tipo e distribuição dos microconstituintes, originados pelo histórico mecano-térmico do componente de máquina. No entanto, os acabamentos de superfície disponíveis para aços inoxidáveis alteram consideravelmente o desempenho quanto à resistência à corrosão por pite, além do efeito estético. O aumento da resistência à corrosão por pite nesses casos é apenas sobre a superfície tratada, devendo-se evitar falhas, riscamentos ou processamentos posteriores à aplicação do tratamento superficial. No entanto, a melhoria ocasionada por esses tratamentos pode colocar a resistência à corrosão por pite de um aço 304L numa posição superior a de um 316L sem o respectivo tratamento. O efeito dos tratamentos de decapagem, passivação e eletropolimento de aços inoxidáveis, sobre a resistência à corrosão por pite, pode ser verificado pelo método da polarização potenciodinâmica em meios contendo cloreto, através da determinação dos potenciais críticos de pite (potencial de pite e potencial de repassivação de pite). Basicamente, tais tratamentos eliminam sujidades, inclusões e rugosidade, que atuam como sítios nucleadores de pite. Sobre a superfície tratada, e agora livre de tais defeitos, forma-se a película passiva numa maior extensão de área, melhorando o desempenho dos aços inoxidáveis. |